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IBRAVS e Novartis firmam parceria para formar líderes em Saúde Baseada em Valor no Brasil

8 de abril de 2026 Por IBRAVS

Segunda temporada do Value Summit amplia capacitação em VBHC e reforça a importânciade decisões orientadas por valor para a sustentabilidade do sistema de saúde. O Instituto Brasileiro de Valor em Saúde (IBRAVS) e a Novartis firmaram parceria para a realização da segunda temporada do Value Summit, programa estruturado de capacitação em Saúde Baseada em Valor (VBHC – Value-Based Health Care). A iniciativa tem comofoco a formação de lideranças capazes de operar estrategicamente em sistemas complexos e tomar decisões orientadas por valor, com impacto concreto na sustentabilidade e na qualidade do sistema de saúde brasileiro. A nova edição traz novidades, como a combinação de aulas ministradas por grandesespecialistas com dinâmicas ativas fundamentadas na andragogia — abordagem voltada à educação de adultos. São abordados temas como o cenário e os desafios do mercado de saúde, valor comocritério central de decisão, gestão populacional e estratificação de risco, linhas de cuidado integradas e organização por processos assistenciais, governança clínica baseada em valor, uso de PROMs e PREMs na avaliação de desfechos, gestão estratégica de custos, modelos de remuneração baseados em valor e alinhamento de incentivos. A nova etapa do programa aprofunda ainda temas como ciência da decisão e modelosmulticritério (MCDA), contratualização e gestão de risco, sustentabilidade econômica e escalabilidade, consolidando a proposta de transformar conceitos em decisões estruturadas e aplicáveis ao sistema de saúde. O programa também passa a contar com ações específicas para apoiar e estimular aaplicação prática do conhecimento adquirido, incluindo uma etapa final de apresentação das melhores propostas. Nessa fase, os participantes poderão submeter projetos de Valor em Saúde, e os finalistasapresentarão suas propostas em um pitch de 10 minutos para uma banca avaliadora,concorrendo a premiações e reconhecimentos institucionais. A proposta é transformar conhecimento conceitual em prática estruturada, estimulando a implementação de modelosassistenciais e de remuneração baseados em valor. Criado em 2018, o IBRAVS é uma instituição dedicada à gestão estratégica da saúde, com atuação voltada à estruturação de decisões complexas e à organização da sustentabilidadesistêmica do setor. O Instituto entende que valor em saúde não é um discurso aspiracional, mas o critério que deve orientar decisões clínicas, gerenciais e econômicas responsáveis, com impacto real sobre pessoas, organizações e o futuro do sistema. Para o IBRAVS, a transição do modelo tradicional para um modelo orientado por desfechos, coordenação e sustentabilidade exige mais do que conhecimento técnico. Exige método, pensamento sistêmico e capacidade de transformar princípios amplamente aceitos emmodelos concretos de gestão e implementação. “Nosso papel não é apenas qualificar o debate, mas apoiar líderes na estruturação dedecisões complexas. O IBRAVS atua para organizar a complexidade do sistema de saúde e transformar o valor em saúde em prática de gestão. Isso significa estruturar caminhos viáveis, alinhar incentivos, sustentar mudanças organizacionais e gerar impacto consistente em desfechos clínicos e sustentabilidade financeira”, afirma César Abicalaffe, presidente do IBRAVS. Para a Novartis, a iniciativa reforça seu compromisso com a inovação para além da molécula. “Estamos comprometidos em apoiar ativamente a criação de soluções sustentáveis para o sistema de saúde brasileiro, atuando em colaboração com os diferentes atores desse ecossistema. A parceria com o IBRAVS fortalece essa visão ao apoiar a formação de lideranças capazes de integrar inovação clínica, responsabilidade sistêmica esustentabilidade, garantindo que o avanço científico se traduza em valor real para ospacientes e para o sistema de saúde”, destaca Michel Conte, Diretor Executivo de Valor eAcesso, da Novartis. Ao estruturar um programa contínuo de formação e aplicação prática, o Value Summit busca contribuir para a consolidação de uma cultura de decisão orientada por valor no país. Em um sistema marcado por fragmentação, incentivos desalinhados e pressão crescente por sustentabilidade financeira, o desenvolvimento de lideranças capacitadas em VBHC é apontado como condição necessária para viabilizar mudanças estruturais de longo prazo.

Categorias Valor em Saúde Tags gestão em saúde, IBRAVS, modelos de remuneração baseados em valor, Novartis, Saúde baseada em valor, valor em saúde, Value Summit, vbhc Deixe um comentário

Risk sharing: um caminho para mais valor e menos desperdício na saúde brasileira

22 de outubro de 2025 Por IBRAVS
gabriela-tannus

Modelo de compartilhamento de risco ganha espaço no Brasil como estratégia para tornar o sistema de saúde mais justo, sustentável e centrado no paciente. “As invenções são, sobretudo, o resultado de um trabalho teimoso”, disse Santos Dumont — e a frase do patrono da aviação brasileira nunca foi tão atual para quem trabalha com inovação em saúde. Em tempos de tratamentos de alto custo, pressão por resultados e escassez de recursos, o setor vem buscando soluções ousadas e persistentes para viabilizar um cuidado mais inteligente e efetivo. É nesse cenário que o modelo de risk sharing, ou compartilhamento de risco + valor, vem ganhando força no país. “O risk sharing é uma forma de parceria entre quem paga pelo tratamento — como planos de saúde ou o SUS — e quem oferece a tecnologia, como laboratórios ou hospitais. Se um medicamento ou terapia não trouxer o resultado prometido, a empresa assume parte do prejuízo”, explica Gabriela Tannus, economista, especialista em acesso e inovação em saúde, diretora do IBRAVS – Instituto Brasileiro de Valor em Saúde e CEO do GTannus Group. Segundo ela, a compensação pode vir de diversas formas: devolução de valores, nova rodada de tratamento ou outros acordos previamente definidos. O objetivo é simples: o sistema só deve pagar pelo que, de fato, funciona. Esse tipo de contrato é uma das estratégias dentro do modelo mais amplo de saúde baseada em valor, que busca priorizar a qualidade dos desfechos em vez do volume de procedimentos. “O que diferencia o risk sharing é justamente essa aposta conjunta no resultado: se der certo, todos ganham. Se não, os riscos também são divididos”, afirma Gabriela. Mais do que uma inovação contratual, o modelo é uma ferramenta poderosa para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde. “Quando a gente paga apenas por aquilo que realmente funciona, evita desperdícios e garante um uso mais inteligente dos recursos — que são sempre limitados. Isso é especialmente importante em tratamentos caros, como os de câncer ou doenças raras”, diz. Os números reforçam a urgência dessa mudança. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de 20% a 40% dos gastos em saúde no mundo são desperdiçados por ineficiência, uso inadequado de tecnologias, tratamentos ineficazes e má coordenação dos cuidados. No Brasil, um estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que R$ 28 bilhões por ano são desperdiçados na saúde suplementar, especialmente por fraudes, exames desnecessários e terapias sem efetividade comprovada. Já no setor público, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que 30% dos recursos podem ser desperdiçados por má gestão, falta de controle e políticas ineficientes. Aplicável ao SUS e à saúde suplementar Segundo Gabriela, o modelo pode ser implementado tanto no setor público quanto no privado, mas os contextos são bem distintos. No SUS, há barreiras regulatórias, como exigências legais e dificuldade de monitorar os resultados em tempo real. Já na saúde suplementar, há mais flexibilidade para negociação, mas também mais fragmentação entre operadoras, prestadores e fornecedores. “Cada um tem seu desafio, mas o modelo pode funcionar nos dois lados”, ressalta. Apesar do potencial, a adoção em larga escala ainda esbarra em entraves estruturais e jurídicos. “Faltam dados organizados, é difícil acompanhar os resultados dos pacientes ao longo do tempo e precisamos de contratos mais claros e seguros. Mas já temos bons sinais de que é possível avançar”, afirma. Para ela, o Brasil está no início dessa jornada e precisa investir em sistemas de informação, confiança entre as partes e um ambiente regulatório que incentive, e não impeça, a inovação. LGPD e foco no paciente Outro ponto de atenção é a proteção de dados clínicos, especialmente à luz da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados. “Todo modelo de risk sharing precisa cuidar muito bem dos dados dos pacientes. Isso significa garantir anonimato, pedir consentimento quando necessário e ter regras claras sobre quem pode acessar o quê”, explica Gabriela. Segundo ela, esse cuidado é essencial para que os modelos funcionem sem ferir direitos e com segurança jurídica. Mais do que garantir acordos financeiros, é preciso que o modelo gere valor real para o paciente. “Esse é o ponto central. O foco precisa estar nos resultados que importam na vida real: melhora dos sintomas, mais tempo de vida com qualidade, menos internações desnecessárias”, reforça. Por isso, Gabriela defende que os contratos devem ser desenhados com participação dos profissionais de saúde e, sempre que possível, com escuta ativa dos próprios pacientes. Avanços no Brasil e aprendizados globais Algumas experiências brasileiras já começam a servir de referência, especialmente em áreas como doenças raras, oncologia e dispositivos cardiovasculares. Gabriela destaca o papel do IBRAVS como articulador desse movimento: “O IBRAVS vem reunindo especialistas, operadoras, indústria e pesquisadores para debater e testar formas de colocar o valor no centro da atenção à saúde. É uma construção coletiva, passo a passo”.A especialista também observa que países como Inglaterra, Itália e Canadá já utilizam o risk sharing para lidar com terapias de alto custo, com base em evidências robustas e sistemas bem estruturados de monitoramento. “O Brasil pode aprender com essas experiências que não basta ter um bom contrato — é preciso ter estrutura para acompanhar resultados e corrigir rotas. E que o paciente precisa estar sempre no centro da conversa”, pontua.

Categorias Valor em Saúde Tags desperdício em saúde, IBRAVS, risk sharing, Saúde baseada em valor, saúde brasileira Deixe um comentário

Saúde baseada em valor ainda é exceção no Brasil, mas estudo aponta mudança de rota até 2030

15 de outubro de 2025 Por IBRAVS

Pesquisa inédita do IBRAVS e L.E.K. mostra que só 10% dos hospitais têm acordos realmente baseados em valor e projeta forte crescimento desses modelos até 2030. Novo estudo elaborado pela L.E.K. Consulting em parceria com o Instituto Brasileiro de Valor em Saúde (IBRAVS) revela um retrato inédito da lenta adoção de modelos de Value-Based Health Care (VBHC) na saúde suplementar brasileira. Embora 60% dos executivos entrevistados reconheçam a relevância do conceito para a sustentabilidade do setor, somente cerca de 10% dos hospitais possuem algum acordo efetivamente baseado em valor, proporção semelhante à dos contratos de capitation + valor, nos quais o pagamento é per capita, com foco em prevenção e desfechos. O levantamento evidencia que 75% dos hospitais já utilizam modelos de preço fixo, principalmente pacotes, que concentram 13,2% de todos os gastos assistenciais em 2024. No entanto, apenas 7% aplicam o Diagnosis-Related Group (DRG) + valor, considerado um avanço por incluir desfechos do paciente. “Há uma confusão frequente entre pacote e VBHC. Empacotar não é necessariamente entregar valor; é somente transferir risco do pagador para o prestador”, explica César Abicalaffe, presidente do IBRAVS. Barreiras estruturais e culturais A pesquisa identifica entraves conhecidos, como falta de confiança entre operadoras e hospitais, carência de dados integrados e resistência cultural. Médicos veem o modelo como possível interferência na autonomia, enquanto operadoras temem investir em prevenção sem garantia de fidelização do beneficiário. “Ainda predomina a ideia de que um ganha e o outro perde, quando o verdadeiro beneficiário deveria ser o paciente”, afirma Abicalaffe. Outro ponto crítico é a fragmentação do cuidado. Um paciente pode fazer cirurgia em um hospital, reabilitação em outra clínica e acompanhamento em um terceiro local, sem integração de prontuários ou indicadores de desfecho. “Sem dados confiáveis e compartilhados, é impossível remunerar pelo que realmente importa: o resultado clínico”, reforça o presidente do IBRAVS. Mesmo diante dessas barreiras, 67% dos provedores esperam ampliar a participação de modelos baseados em performance ou população até 2025, e 78% projetam crescimento até 2030. Para Abicalaffe, o movimento é inevitável: “O fee-for-service está esgotado. O aumento do sinistro e a pressão por qualidade e sustentabilidade criam a tempestade perfeita para quebrar o ciclo do pagamento por volume”. O papel do regulador O estudo também ressalta a importância de incentivos regulatórios e governamentais para acelerar a transição, citando experiências internacionais como as Accountable Care Organizations (ACOs) nos Estados Unidos. No Brasil, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) avança com iniciativas como o Projeto Parto Adequado e o OncoRede, mas ainda limitadamente. “Precisamos de um marco regulatório que premie de fato o desfecho e a pertinência clínica”, defende Abicalaffe. Perspectiva Com base em dados de centenas de executivos e hospitais, o relatório conclui que a VBHC é amplamente reconhecida, mas pouco monetizada. O desafio é transformar a percepção em prática. “O futuro da saúde depende da capacidade de remunerar pelo que realmente importa: mais saúde com melhor custo. Esse é o norte que deve guiar o setor nos próximos anos”, conclui o presidente do IBRAVS. Os resultados da pesquisa foram apresentados em primeira mão durante o CLAVS’25, realizado nos dias 25 e 26 de agosto, no Rio de Janeiro. O congresso reuniu mais de 500 participantes — entre gestores, reguladores, acadêmicos e lideranças da saúde do Brasil, América Latina e Estados Unidos — e teve o Saúde Business como mídia oficial. RELATÓRIO COMPLETO

Categorias Valor em Saúde Tags futuro da saúde, IBRAVS, pagamento por desfecho, Saúde baseada em valor, VBHC Brasil Deixe um comentário

CLAVS’25 marca o início de um novo plano de voo para a saúde baseada em valor na América Latina

15 de setembro de 202515 de setembro de 2025 Por IBRAVS
Um Novo Plano de Voo para a Saúde Baseada em Valor na América Latina

O evento reuniu líderes do setor e foi palco para o lançamento do Framework “Um Caminho Prático para Valor em Saúde e Modelos de Remuneração Baseado em Valor”, criando uma agenda comum para a região. Inspirado na trajetória de Santos Dumont, o Pai da Aviação, o 2º Congresso Latino-Americano de Valor em Saúde (CLAVS’25) buscou cocriar um novo plano de voo para a saúde na América Latina, mostrando que a saúde, assim como a aviação, precisa de tecnologia, visão e humanidade. Realizado pelo Instituto Brasileiro de Valor em Saúde (IBRAVS), nos dias 25 e 26 de agosto, o evento reuniu, no Rio de Janeiro, mais de 500 participantes, entre gestores, reguladores, acadêmicos e lideranças do setor da saúde do Brasil, América Latina e Estados Unidos.  Foram apresentadas experiências nacionais e internacionais, com debates sobre novos modelos de remuneração, práticas de mensuração de desfechos e estratégias de sustentabilidade para os sistemas de saúde. O encontro também celebrou a cooperação técnica entre a Agência de Saúde Suplementar (ANS), o IBRAVS, o Conselho Federal e os da 3ª e 4ª região de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. O objetivo é que essas entidades apoiem a Agência na operacionalização e ampliação do Programa Modelos de Remuneração Baseados em Valor para a saúde suplementar no Brasil. “No âmbito desse acordo, o IBRAVS lidera o desenvolvimento de dois dos cinco produtos previstos, a atualização do Guia para Implementação de Modelos de Remuneração Baseados em Valor; e o desenvolvimento de uma ferramenta de gestão de indicadores, disse César Abicalaffe, presidente do IBRAVS, na abertura do evento. Um novo plano de voo para a saúde A mensagem inicial foi de alinhamento: transformar o conhecimento acumulado em ações concretas e reprodutíveis para diferentes realidades. E para ajudar nessa missão, foi lançado o Framework IBRAVS: “Um Caminho Prático para Valor em Saúde e Modelos de Remuneração Baseado em Valor”, uma ferramenta gratuita e acessível que organiza estratégias claras para implementar modelos de remuneração baseados em valor. O lançamento do framework simboliza um marco na consolidação da agenda de VBHC na região, oferecendo aos gestores e profissionais da saúde um guia estruturado para aplicar conceitos de valor em diferentes contextos, transformar práticas e gerar resultados mensuráveis para pacientes e sistemas de saúde. “É importante dizer que este documento não é um ponto final, mas um ponto de partida, e seguirá em evolução, com atualizações periódicas. Acreditamos firmemente que um sistema de saúde sustentável só será possível quando o valor entregue ao paciente estiver no centro das decisões”, ressaltou Abicalaffe. Na ocasião, o presidente do IBRAVS entregou a Maurício Nunes, diretor da Diretoria de Desenvolvimento Setorial (DIDES) da ANS, a primeira cópia do framework. “Maurício, sua determinação e resiliência foram essenciais para que este acordo de cooperação técnica se tornasse realidade. Tenha certeza de que está deixando um importante legado para a saúde de nosso país”, disse.  Lideranças nacionais internacionais na mesa de abertura A mesa de abertura do CLAVS´25 contou com a presença da Dra. Carla Soares, diretora-presidente interina da ANS, que reforçou a necessidade de mudança cultural para a transição rumo ao valor. “Não basta ampliar o acesso, precisamos garantir acesso com qualidade. Esse é o verdadeiro sentido de valor em saúde.” Também participaram Maurício Nunes (ANS), Claudio Stivelman, Superintendente da Superintendência de Serviços de Saúde, órgão do Ministério da Saúde da Argentina, e Cristian Mazza, Presidente de ALAMI – Asociación Latinoamericana de Sistemas Privados de Salud, compondo um painel que refletiu os desafios e as oportunidades da região latino-americana. Programa da ANS para os próximos cinco anos Raquel Lisboa, gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade dos Prestadores de Serviços na ANS, apresentou o programa “ANS Modelos de Remuneração Baseados em Valor”, que traça a visão da agência reguladora para os próximos cinco anos, em parceria com as entidades técnicas IBRAVS, COFFITO e CREFITOS 3 e 4. Segundo Maurício Nunes, a proposta é fruto de um trabalho coletivo iniciado em 2009 e representa uma entrega concreta ao país, impactando diretamente os mais de 53 milhões de beneficiários da saúde suplementar. Conceitos e cases A programação do CLAVS´25 foi dividida em blocos temáticos, seguindo o modelo do framework.  O Bloco 1 construiu a base conceitual necessária para a compreensão e a aplicação prática do VBHC. Wilson Follador, conselheiro do IBRAVS e presidente da ISPOR Capítulo Brasil, apresentou os conceitos fundamentais de Valor em Saúde e Modelos de Remuneração Baseados em Valor. Na sequência, Luiz Ribas, também conselheiro do IBRAVS, professor de Atenção Primária da UFPR e diretor médico na 2iM, apresentou o modelo de análise de decisão por multicritério (MCDA). Encerrando o bloco, Daniele Soutilha, pesquisadora do IBRAVS e doutoranda na Unigranrio, mostrou uma pesquisa e revisão de literatura sobre VBHC no Brasil e no mundo.  O Bloco 2 foi dedicado a explorar os cinco principais Modelos de Remuneração Baseados em Valor. A dinâmica combinou uma abertura conceitual de cada modelo com a apresentação de cases práticos de instituições brasileiras e internacionais. O primeiro modelo abordado foi o Fee for Service (FFS) + Valor, conduzido por César Abicalaffe, presidente do IBRAVS, e Fabio Nogi, conselheiro do instituto e head da Unimed Odonto. A sessão destacou como o tradicional pagamento por procedimento pode ganhar eficiência e foco em qualidade ao ser combinado com métricas de valor. Em seguida, foram apresentados cases que mostraram como o modelo pode ser adaptado e aplicado no Brasil. Jacqueline Estevan, Governance Officer da Uniodonto Campinas, ensinou como construir cases de valor em saúde na odontologia. João Robles, gestor de Atenção Primária da Unimed São José do Rio Preto e vencedor da 3ª edição do Prêmio Cases de Valor em Saúde IBRAVS, compartilhou a experiência da cooperativa na implantação de um sistema de bonificação baseado em valor, que gerou impacto real no engajamento médico e na melhoria da assistência. Já Erickson Blun, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ANSM, expôs um exemplo de aplicação do VBHC em pronto-socorro, no qual uma Unimed conseguiu reduzir custos e, ao mesmo tempo, melhorar a experiência do paciente. … Ler mais

Categorias CLAVS, Valor em Saúde Tags América Latina, CLAVS’25, congresso de saúde, framework VBHC, IBRAVS, modelos de remuneração em saúde, Saúde baseada em valor, vbhc Deixe um comentário

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