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Por que a saúde baseada em valor está ganhando tanta força no mundo?

13 de maio de 2025 Por IBRAVS
saúde baseada em valor

A maneira como enxergamos a saúde dentro do sistema determina as decisões que tomamos em relação a ela. Se a encaramos apenas como um custo, a tendência natural é buscar maneiras de reduzi-lo. Se a consideramos um item do orçamento, as políticas adotadas serão de curto prazo, limitadas ao período de vigência daquele orçamento. Esse é o caso típico das políticas de saúde de governos, que frequentemente não são políticas de Estado, mas de gestão temporária. Produção em massa ou resultados reais para o paciente? Por outro lado, se enxergarmos a saúde como um mecanismo para maximizar receita, o resultado pode ser um aumento no volume e na complexidade dos atendimentos — nem sempre com impacto positivo nos desfechos clínicos. O que o setor deveria buscar é um modelo de gestão que priorize os resultados que realmente importam para o paciente, sempre em relação ao custo em saúde necessário para produzi-los. Essa é a essência da saúde baseada em valor (VBHC – Value-Based Health Care). Valor: a equação entre desfechos e custos A relação entre os desfechos obtidos para o paciente e os recursos necessários para alcançá-los é o eixo central desse conceito. Como dizia Alan Maynard, professor da Universidade de York: focar apenas nos resultados sem considerar os custos é como ter uma carroça sem cavalos para puxá-la. A eficiência na alocação de recursos precisa andar lado a lado com a qualidade assistencial. Pesquisas e experiências internacionais impulsionam o modelo O consórcio entre o Boston Consulting Group e o Instituto Karolinska consolidou essa visão, demonstrando que um sistema de saúde baseado em valor busca entregar os melhores desfechos clínicos possíveis com o menor custo em saúde. Estudos como os do ICHOM (International Consortium for Health Outcomes Measurement) mostram que a adoção desse modelo pode transformar a maneira como os serviços de saúde são prestados. Por que agora? Variação na qualidade e explosão de custos Mas o que fez com que esse conceito ganhasse tanta força globalmente? A enorme variação na qualidade dos serviços de saúde O crescimento acelerado dos custos no setor Pesquisas indicam que, mesmo em países desenvolvidos, a variabilidade nos desfechos clínicos é alarmante. Na Alemanha, por exemplo, a taxa de reoperação em cirurgias de quadril variou 18 vezes entre hospitais. Essa disparidade levantou questionamentos importantes: como é possível haver tamanha diferença na entrega de cuidados dentro de um mesmo país? O que realmente importa para o paciente Comparando os resultados da Alemanha e da Suécia com os da Martini Clinic — referência europeia em cirurgia de próstata — os dados mostraram taxas de sobrevida semelhantes. No entanto, ao analisar desfechos que realmente importam para o paciente, como incontinência urinária e disfunção erétil, as diferenças ficaram evidentes. Isso reforça um ponto essencial: medir qualidade em saúde exige foco no que realmente impacta a vida do paciente. A insustentabilidade do atual ritmo de gastos O segundo fator que impulsionou a saúde baseada em valor foi o descolamento crescente entre os custos em saúde e a geração de riqueza dos países. Em diversas nações, os gastos com saúde aumentam em ritmo muito superior ao crescimento do PIB. Esse cenário se repete em sistemas públicos, como o inglês, e privados, como o dos EUA. No Brasil, a inflação médica cresce acima do IPCA, pressionando operadoras, hospitais e pacientes. Quatro pilares para viabilizar a mudança Para viabilizar a transição para um sistema mais sustentável, algumas ações estratégicas são fundamentais. O framework do Boston Consulting Group destaca quatro pilares: Interoperabilidade – informações do paciente acessíveis e integradas. Benchmarks e analytics – comparar práticas assistenciais e identificar as mais eficazes. Modelos de remuneração por valor – recompensar prestadores com base nos resultados entregues. Mudanças organizacionais – criar incentivos para equipes focadas em entregar valor. Um movimento coletivo por eficiência e impacto Essa transição exige esforço, mas responde a uma necessidade real: garantir que cada recurso investido gere o maior impacto positivo possível nos desfechos clínicos dos pacientes, com o melhor custo-benefício possível. A implementação da saúde baseada em valor exige colaboração entre todos os agentes da cadeia: hospitais, operadoras, profissionais de saúde, indústria farmacêutica e empresas de tecnologia. Apenas com esforços coordenados será possível construir um sistema mais eficiente, justo e centrado no paciente. Caminhos para uma saúde mais sustentável É preciso investir em métricas padronizadas, novos modelos de remuneração e fortalecer a cultura organizacional voltada para resultados em saúde. Quando bem estruturado, esse modelo pode ser a chave para um sistema mais sustentável, eficiente e acessível para todos.

Categorias Valor em Saúde Tags Saúde baseada em valor, valor em saúde, Value-Based Health Care, vbhc Deixe um comentário

O que é VBHC (Value-Based Health Care) e por que ele é essencial para o futuro da saúde?

3 de abril de 2025 Por IBRAVS
Value-Based Healthcare

Se você ainda ignora o VBHC, já está atrasado. O modelo de assistência à saúde baseado em valor, conhecido como Value-Based Health Care (VBHC), está transformando a maneira como os serviços de saúde são organizados, prestados e remunerados. Em vez de um sistema centrado no volume de procedimentos realizados, o VBHC coloca o paciente no centro das decisões, priorizando desfechos clínicos efetivos e a eficiência dos recursos. Como funciona o modelo de Value-Based Health Care? O conceito de saúde baseada em valor, amplamente difundido a partir dos estudos de Michael Porter e Elizabeth Teisberg, busca alinhar incentivos para que hospitais, médicos, operadoras de saúde e toda a cadeia envolvida trabalhem de maneira coordenada. O objetivo é melhorar a qualidade dos tratamentos, reduzir desperdícios e garantir que os investimentos no setor tenham um impacto real na vida dos pacientes. Quais são os principais benefícios e desafios do VBHC? A adoção desse modelo traz vantagens significativas, como a melhoria na qualidade assistencial e a maior eficiência operacional através de um importante alinhamento de interesse entre os stakeholders. No entanto, sua implementação também enfrenta desafios, como a necessidade de métricas padronizadas para medir os resultados clínicos e os custos, a interoperabilidade dos sistemas de saúde para facilitar a troca de informações e a mudança cultural entre profissionais de saúde, hospitais e operadoras. Como acelerar a transição para a saúde baseada em valor? Para uma adoção mais eficiente do VBHC, as instituições devem: Investir em sistemas de informações interoperáveis, permitindo acesso a dados em todo o ciclo do cuidado. Definir e acompanhar métricas de qualidade e de custos, possibilitando entender o que efetivamente está sendo entregue aos pacientes. Adotar modelos alternativos de pagamento onde o ganho seja em função do valor gerado aos pacientes e ao sistema de saúde. O futuro do VBHC A adoção do VBHC não é um processo simples, mas seus benefícios são evidentes. Com foco nos resultados clínicos e na experiência do paciente, o setor de saúde caminha para um modelo mais sustentável, eficiente e alinhado às necessidades reais da sociedade. O VBHC não é mais uma tendência, mas uma necessidade. Já parou para pensar como sua instituição está se preparando para essa transformação?

Categorias Valor em Saúde Tags Eficiência na saúde, Modelo de assistência à saúde, Pagamento por valor na saúde, Qualidade no atendimento médico, Saúde baseada em valor, Sustentabilidade no setor de saúde, Transformação digital na saúde, Value-Based Health Care, vbhc Deixe um comentário

Quais são os modelos de pagamento em saúde e como se conectam ao VBHC?

19 de março de 202513 de março de 2025 Por IBRAVS
Modelos de Remuneracao em saúde e VBHC

Com a crescente necessidade por sustentabilidade no setor, novos modelos de pagamento foram desenvolvidos para alinhar incentivos financeiros à entrega de um cuidado mais eficiente e centrado no paciente. Em vez de remunerar exclusivamente pelo volume e pela complexidade de serviços prestados, essas abordagens buscam recompensar adequados desfechos clínicos e o impacto real na saúde dos indivíduos. Dentro desse contexto, surge o conceito de Value-Based Healthcare (VBHC), ou saúde baseada em valor, que propõe uma mudança na lógica de remuneração para privilegiar os resultados clínicos que importam aos pacientes a um custo adequado. Mas como esses modelos funcionam na prática? Quais são as principais diferenças entre eles? Neste artigo, exploramos a classificação dos modelos de pagamento baseados em valor e como eles se conectam ao VBHC para transformar a assistência à saúde. A transição do pagamento por volume para o pagamento por valor Historicamente, a remuneração em saúde foi dominada pelo modelo de Fee for Service (FFS), pelo qual cada serviço é pago separadamente, incentivando a quantidade e a complexidade dos procedimentos sem necessariamente considerar a efetividade do cuidado. Esse modelo, embora ainda amplamente utilizado, tem sido progressivamente substituído ou combinado com novas abordagens que priorizam a qualidade dos resultados. O VBHC surge justamente para alinhar incentivos financeiros à entrega de um atendimento mais eficiente e focado na melhoria da saúde dos pacientes. Dentro dessa proposta, diferentes modelos de remuneração foram desenvolvidos para refletir esse novo paradigma. Principais modelos de remuneração baseados em valor Pagamento por desempenho (pay for performance – P4P) O modelo pay for performance (P4P) combina a lógica do Fee for Service com incentivos atrelados à qualidade da assistência prestada. Em outras palavras, os prestadores continuam recebendo por serviço, mas podem ganhar bonificações ao atingirem metas de qualidade, como redução de reinternamentos, controle glicêmico de pacientes diabéticos ou melhora da satisfação do paciente. Esse modelo tem sido utilizado como um meio-termo para a transição entre o pagamento por volume e abordagens mais avançadas baseadas em valor. Pagamentos por episódio de cuidado (bundled payments) No modelo de bundled payments, os prestadores de serviços recebem um pagamento fixo para cobrir todos os custos de um episódio específico de tratamento, como uma cirurgia de prótese de quadril ou o manejo de uma doença crônica por um período determinado. Essa abordagem traz previsibilidade de receita e incentiva a coordenação entre diferentes profissionais de saúde e a otimização dos recursos, pois o prestador precisa garantir que o tratamento seja eficaz (entregue os desfechos mínimos previstos) no orçamento previsto. Capitation e modelos de gestão populacional O modelo capitation estabelece um pagamento fixo por paciente atendido, independentemente da quantidade de serviços prestados. Essa abordagem pode ser dividida em duas categorias: Capitation parcial: cobre apenas determinados serviços, como atendimento primário. Capitation global: cobre todos os serviços necessários dentro de um sistema de saúde. Esse modelo pode estimular a prevenção, pois os prestadores têm interesse em manter os pacientes saudáveis para evitar complicações futuras, porém a boa prática é considerar o ajuste de risco populacional e métricas de desfechos para que não ocorra sub-tratamento. É amplamente utilizado em sistemas universais de saúde, como o NHS, no Reino Unido, e em iniciativas de cuidado coordenado, como as Accountable Care Organizations (ACOs) nos Estados Unidos, que promovem uma gestão integrada da saúde dos pacientes. A relação entre VBHC e os modelos de pagamento Os modelos de pagamento baseados em valor estão diretamente ligados ao Value-Based Healthcare por promoverem uma mudança de foco: em vez de remunerar pelo volume de serviços, incentivam melhores desfechos clínicos e a eficiência na utilização dos recursos. Os modelos de P4P, Bundle e Capitation possuem níveis diferentes de transferência de risco e da responsabilização ao cuidado ao prestador. Quanto maior forem estas características, maior é o atingimento de uma saúde baseada em valor. É importante salientar que a mudança nos modelos de remuneração é uma ação viabilizadora para o VBHC, mas não é a única. Outras ações simultâneas deverão ocorrer, como por exemplo, a integração de práticas assistenciais, forte investimento em tecnologia, interoperabilidade de sistemas e buscar sempre medir os desfechos que importam ao paciente e o custo de sua produção. Compartilhamento de riscos nos modelos de pagamento baseados em valor O compartilhamento de riscos é um componente estratégico dentro dos modelos de remuneração baseados em valor, pois equilibra incentivos financeiros e promove a responsabilidade entre os prestadores de serviços. Ao integrar mecanismos de Shared Savings e Shared Risk aos modelos de P4P, Bundled Payments e Capitation, cria-se um ambiente mais sustentável, no qual a eficiência e a qualidade são incentivadas sem comprometer a viabilidade econômica dos provedores de saúde. Os modelos de compartilhamento de risco podem ser aplicados de diferentes formas, dependendo do grau de responsabilidade assumida pelos prestadores de serviços: Shared Savings (Economias Compartilhadas) Os prestadores são incentivados a reduzir custos mantendo ou melhorando a qualidade da assistência. Se as despesas ficarem abaixo de um benchmark predefinido, os prestadores recebem uma parte das economias geradas. Shared Savings (Economias Compartilhadas) Os prestadores são incentivados a reduzir custos mantendo ou melhorando a qualidade da assistência. Se as despesas ficarem abaixo de um benchmark predefinido, os prestadores recebem uma parte das economias geradas. Conclusão A transição para modelos de pagamento baseados em valor é um caminho sem volta para tornar a saúde mais eficiente, acessível e centrada no paciente. Embora ainda haja desafios na implementação, a adoção dessas abordagens é essencial para garantir um sistema de saúde mais sustentável e focado no que realmente importa: a qualidade de vida e o bem-estar da população.

Categorias Modelos de Remuneração, Valor em Saúde Tags bundled payments, captitation, fee for service, modelos de remuneração, p4p, pay for performance, valor em saúde, vbhc Deixe um comentário
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