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Value-Based Health Care

Tecnologia e Informação: a espinha dorsal da Saúde Baseada em Valor

22 de maio de 2025 Por IBRAVS
Sistemas de Informação em Saúde

A implementação da Saúde Baseada em Valor (VBHC) exige mais do que boas intenções e mudanças nos modelos de pagamento. Ela depende fundamentalmente de sistemas de informação robustos, integrados e centrados no paciente. São eles que tornam possível conectar equipes de cuidado, mensurar desfechos, monitorar custos e promover a coordenação necessária para que o cuidado realmente gere valor. O papel dos sistemas de informação em um modelo baseado em valor Os sistemas de informação são o alicerce que sustenta a aplicação prática dos pilares da VBHC. Eles fornecem os dados necessários para: Integrar serviços e equipes, especialmente em Unidades de Prática Integrada (IPUs); Medir desfechos clínicos (CROMs), desfechos reportados pelo paciente (PROMs), custos e uso de recursos; Viabilizar modelos inovadores de pagamento baseados em valor. No entanto, na maioria dos países – inclusive no Brasil – os sistemas de informação em saúde ainda são fragmentados. Dados sobre tratamentos, diagnósticos, exames, medicamentos, custos e satisfação do paciente estão espalhados por diferentes plataformas, o que dificulta uma visão holística da jornada do paciente e prejudica a coordenação do cuidado. Características ideais de um sistema de TI orientado ao valor Para apoiar uma jornada baseada em valor, um sistema de informação em saúde precisa ter algumas características fundamentais: Centralidade no paciente: os dados devem acompanhar o paciente ao longo de sua jornada, independentemente da instituição ou profissional envolvido. Acesso compartilhado e seguro: todos os profissionais envolvidos no cuidado devem poder acessar, de forma autorizada, o prontuário completo do paciente – com histórico clínico, diagnósticos, exames, intervenções e medicamentos. Padronização: uso de nomenclaturas comuns e classificações padronizadas para doenças, exames e procedimentos facilita a comunicação, análise e comparação entre diferentes instituições. Templates clínicos e apoio à decisão: modelos específicos para diferentes condições clínicas, construídos com participação de profissionais de saúde, facilitam a coleta padronizada e o uso inteligente dos dados. Arquitetura aberta e interoperável: o sistema deve permitir extração de dados, geração de dashboards e integração com outras plataformas, respeitando os padrões de segurança e privacidade. Exemplos internacionais que inspiram Diversos países já iniciaram a construção de sistemas de informação orientados ao valor: NHS Wales (Reino Unido) implementou um programa nacional de VBHC com foco em interoperabilidade e coleta de PROMs via uma plataforma nacional de dados. CMS (EUA) promoveu incentivos financeiros para a adoção de prontuários eletrônicos interoperáveis (EHRs) e estabeleceu organizações regionais de troca de informações (HIEs). NSW (Austrália) criou a plataforma HOPE para integrar PROMs aos EHRs, conectando-os a um portal de dados do governo. MomCare (Quênia e Tanzânia) usa uma solução digital integrada para cuidados em saúde materna, conectando pacientes, prestadores e pagadores. A plataforma coleta dados clínicos e socioeconômicos, usa SMS para engajamento e permite visualização de resultados em dashboards acessíveis aos profissionais. O Brasil está preparado? Apesar dos avanços com o Meu SUS Digital (Antigo Conecte SUS) e outras iniciativas locais, o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais em interoperabilidade, padronização de dados e acesso a informações compartilhadas. No contexto da VBHC, é urgente: Promover investimentos em infraestrutura digital para saúde; Estimular o uso de prontuários eletrônicos interoperáveis, com foco no paciente e não apenas na instituição; Estabelecer padrões nacionais de dados clínicos e PROMs; Criar incentivos para que hospitais, clínicas e operadoras compartilhem dados de forma segura e coordenada. Conclusão: dados como ativos para a transformação Sistemas de informação são mais do que ferramentas operacionais – são ativos estratégicos para viabilizar a transformação da saúde baseada em valor. A integração de dados, a centralidade no paciente e a interoperabilidade são pré-requisitos para medir o que importa, melhorar a experiência do paciente e aprimorar os resultados com sustentabilidade. No Brasil, o avanço para uma saúde baseada em valor depende de um projeto nacional de arquitetura de dados em saúde. Sem isso, VBHC será apenas uma ideia poderosa, mas desafiadora na prática.

Categorias Valor em Saúde Tags Dados em saúde, Informação centrada no paciente, Interoperabilidade em Saúde, PROMs e CROMs, Prontuário Eletrônico, Saúde baseada em valor, Sistemas de Informação em Saúde, Tecnologia em saúde, Transformação digital na saúde, Value-Based Health Care Deixe um comentário

Por que a saúde baseada em valor está ganhando tanta força no mundo?

13 de maio de 2025 Por IBRAVS
saúde baseada em valor

A maneira como enxergamos a saúde dentro do sistema determina as decisões que tomamos em relação a ela. Se a encaramos apenas como um custo, a tendência natural é buscar maneiras de reduzi-lo. Se a consideramos um item do orçamento, as políticas adotadas serão de curto prazo, limitadas ao período de vigência daquele orçamento. Esse é o caso típico das políticas de saúde de governos, que frequentemente não são políticas de Estado, mas de gestão temporária. Produção em massa ou resultados reais para o paciente? Por outro lado, se enxergarmos a saúde como um mecanismo para maximizar receita, o resultado pode ser um aumento no volume e na complexidade dos atendimentos — nem sempre com impacto positivo nos desfechos clínicos. O que o setor deveria buscar é um modelo de gestão que priorize os resultados que realmente importam para o paciente, sempre em relação ao custo em saúde necessário para produzi-los. Essa é a essência da saúde baseada em valor (VBHC – Value-Based Health Care). Valor: a equação entre desfechos e custos A relação entre os desfechos obtidos para o paciente e os recursos necessários para alcançá-los é o eixo central desse conceito. Como dizia Alan Maynard, professor da Universidade de York: focar apenas nos resultados sem considerar os custos é como ter uma carroça sem cavalos para puxá-la. A eficiência na alocação de recursos precisa andar lado a lado com a qualidade assistencial. Pesquisas e experiências internacionais impulsionam o modelo O consórcio entre o Boston Consulting Group e o Instituto Karolinska consolidou essa visão, demonstrando que um sistema de saúde baseado em valor busca entregar os melhores desfechos clínicos possíveis com o menor custo em saúde. Estudos como os do ICHOM (International Consortium for Health Outcomes Measurement) mostram que a adoção desse modelo pode transformar a maneira como os serviços de saúde são prestados. Por que agora? Variação na qualidade e explosão de custos Mas o que fez com que esse conceito ganhasse tanta força globalmente? A enorme variação na qualidade dos serviços de saúde O crescimento acelerado dos custos no setor Pesquisas indicam que, mesmo em países desenvolvidos, a variabilidade nos desfechos clínicos é alarmante. Na Alemanha, por exemplo, a taxa de reoperação em cirurgias de quadril variou 18 vezes entre hospitais. Essa disparidade levantou questionamentos importantes: como é possível haver tamanha diferença na entrega de cuidados dentro de um mesmo país? O que realmente importa para o paciente Comparando os resultados da Alemanha e da Suécia com os da Martini Clinic — referência europeia em cirurgia de próstata — os dados mostraram taxas de sobrevida semelhantes. No entanto, ao analisar desfechos que realmente importam para o paciente, como incontinência urinária e disfunção erétil, as diferenças ficaram evidentes. Isso reforça um ponto essencial: medir qualidade em saúde exige foco no que realmente impacta a vida do paciente. A insustentabilidade do atual ritmo de gastos O segundo fator que impulsionou a saúde baseada em valor foi o descolamento crescente entre os custos em saúde e a geração de riqueza dos países. Em diversas nações, os gastos com saúde aumentam em ritmo muito superior ao crescimento do PIB. Esse cenário se repete em sistemas públicos, como o inglês, e privados, como o dos EUA. No Brasil, a inflação médica cresce acima do IPCA, pressionando operadoras, hospitais e pacientes. Quatro pilares para viabilizar a mudança Para viabilizar a transição para um sistema mais sustentável, algumas ações estratégicas são fundamentais. O framework do Boston Consulting Group destaca quatro pilares: Interoperabilidade – informações do paciente acessíveis e integradas. Benchmarks e analytics – comparar práticas assistenciais e identificar as mais eficazes. Modelos de remuneração por valor – recompensar prestadores com base nos resultados entregues. Mudanças organizacionais – criar incentivos para equipes focadas em entregar valor. Um movimento coletivo por eficiência e impacto Essa transição exige esforço, mas responde a uma necessidade real: garantir que cada recurso investido gere o maior impacto positivo possível nos desfechos clínicos dos pacientes, com o melhor custo-benefício possível. A implementação da saúde baseada em valor exige colaboração entre todos os agentes da cadeia: hospitais, operadoras, profissionais de saúde, indústria farmacêutica e empresas de tecnologia. Apenas com esforços coordenados será possível construir um sistema mais eficiente, justo e centrado no paciente. Caminhos para uma saúde mais sustentável É preciso investir em métricas padronizadas, novos modelos de remuneração e fortalecer a cultura organizacional voltada para resultados em saúde. Quando bem estruturado, esse modelo pode ser a chave para um sistema mais sustentável, eficiente e acessível para todos.

Categorias Valor em Saúde Tags Saúde baseada em valor, valor em saúde, Value-Based Health Care, vbhc Deixe um comentário

O que é VBHC (Value-Based Health Care) e por que ele é essencial para o futuro da saúde?

3 de abril de 2025 Por IBRAVS
Value-Based Healthcare

Se você ainda ignora o VBHC, já está atrasado. O modelo de assistência à saúde baseado em valor, conhecido como Value-Based Health Care (VBHC), está transformando a maneira como os serviços de saúde são organizados, prestados e remunerados. Em vez de um sistema centrado no volume de procedimentos realizados, o VBHC coloca o paciente no centro das decisões, priorizando desfechos clínicos efetivos e a eficiência dos recursos. Como funciona o modelo de Value-Based Health Care? O conceito de saúde baseada em valor, amplamente difundido a partir dos estudos de Michael Porter e Elizabeth Teisberg, busca alinhar incentivos para que hospitais, médicos, operadoras de saúde e toda a cadeia envolvida trabalhem de maneira coordenada. O objetivo é melhorar a qualidade dos tratamentos, reduzir desperdícios e garantir que os investimentos no setor tenham um impacto real na vida dos pacientes. Quais são os principais benefícios e desafios do VBHC? A adoção desse modelo traz vantagens significativas, como a melhoria na qualidade assistencial e a maior eficiência operacional através de um importante alinhamento de interesse entre os stakeholders. No entanto, sua implementação também enfrenta desafios, como a necessidade de métricas padronizadas para medir os resultados clínicos e os custos, a interoperabilidade dos sistemas de saúde para facilitar a troca de informações e a mudança cultural entre profissionais de saúde, hospitais e operadoras. Como acelerar a transição para a saúde baseada em valor? Para uma adoção mais eficiente do VBHC, as instituições devem: Investir em sistemas de informações interoperáveis, permitindo acesso a dados em todo o ciclo do cuidado. Definir e acompanhar métricas de qualidade e de custos, possibilitando entender o que efetivamente está sendo entregue aos pacientes. Adotar modelos alternativos de pagamento onde o ganho seja em função do valor gerado aos pacientes e ao sistema de saúde. O futuro do VBHC A adoção do VBHC não é um processo simples, mas seus benefícios são evidentes. Com foco nos resultados clínicos e na experiência do paciente, o setor de saúde caminha para um modelo mais sustentável, eficiente e alinhado às necessidades reais da sociedade. O VBHC não é mais uma tendência, mas uma necessidade. Já parou para pensar como sua instituição está se preparando para essa transformação?

Categorias Valor em Saúde Tags Eficiência na saúde, Modelo de assistência à saúde, Pagamento por valor na saúde, Qualidade no atendimento médico, Saúde baseada em valor, Sustentabilidade no setor de saúde, Transformação digital na saúde, Value-Based Health Care, vbhc Deixe um comentário

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