Do caos à eficiência: é possível aplicar VBHC no “olho do furacão” do Pronto-Socorro?
O Pronto-Socorro (PS) é, por definição, um ambiente de incertezas. Alta demanda, imprevisibilidade clínica e uma heterogeneidade de casos que desafia qualquer planejamento. Tradicionalmente visto como um “centro de custo” ou um gargalo administrativo, o PS costuma ser o palco de decisões reativas onde a gestão parece limitada ao “apagar incêndios”. Mas, e se disséssemos que é justamente nesse cenário de alta complexidade que o Valor em Saúde (VBHC) pode brilhar mais intensamente? No mais recente episódio do VBHCast, o podcast oficial do IBRAVS, recebemos a Dra. Natália Saraceni, cirurgiã e gestora, para discutir como transformar o PS em um verdadeiro guardião da sustentabilidade institucional. Por que o Pronto-Socorro é o “Guardião do Sistema”? Muitos gestores olham para o pronto-atendimento apenas como uma fonte de prejuízo e reclamações. No entanto, a Dra. Natália trouxe uma perspectiva provocadora: o PS é o principal termômetro e o “portão de entrada” que organiza o acesso de todo o sistema hospitalar. Se ele não funciona bem, o hospital inteiro sofre as consequências de fluxos interrompidos e ineficiência. O PS precisa ser, necessariamente, um lugar de espera infinita? O senso comum diz que, se o volume de pacientes aumenta, o tempo de espera deve subir proporcionalmente. O case da Unimed Piracicaba, apresentado pela Dra. Natália no CLAVS 2025 (Congresso Latino-Americano de Valor em Saúde), prova exatamente o contrário através da metodologia correta. Confira os resultados reais alcançados em apenas seis meses de projeto: Como essa transformação foi feita na prática? Você deve estar se perguntando: qual é a “fórmula mágica”? A resposta não está em milagres, mas em três pilares fundamentais discutidos no episódio: O que falta para sua instituição dar esse passo? O VBHC no Pronto-Socorro não é sobre cortar recursos, mas sobre aplicá-los onde eles geram mais valor para o paciente e menos desperdício para o sistema. Para a Dra. Natália, o ingrediente final é a coragem da liderança. Segundo ela, sem dados, não conseguimos fazer absolutamente nada. Caso contrário, ficaremos apenas tratando o efeito e nunca a causa raiz. Quer saber como aplicar essas métricas no seu dia a dia? Veja aqui o episódio completo do VBHCast, uma produção do IBRAVS com apoio institucional da Novartis. E acesse aqui mais informações sobre a Universidade de Valor do IBRAVS.