Segunda temporada do Value Summit amplia capacitação em VBHC e reforça a importância
de decisões orientadas por valor para a sustentabilidade do sistema de saúde.
O Instituto Brasileiro de Valor em Saúde (IBRAVS) e a Novartis firmaram parceria para a realização da segunda temporada do Value Summit, programa estruturado de capacitação em Saúde Baseada em Valor (VBHC – Value-Based Health Care). A iniciativa tem como
foco a formação de lideranças capazes de operar estrategicamente em sistemas complexos e tomar decisões orientadas por valor, com impacto concreto na sustentabilidade e na qualidade do sistema de saúde brasileiro.
A nova edição traz novidades, como a combinação de aulas ministradas por grandes
especialistas com dinâmicas ativas fundamentadas na andragogia — abordagem voltada à educação de adultos. São abordados temas como o cenário e os desafios do mercado de saúde, valor como
critério central de decisão, gestão populacional e estratificação de risco, linhas de cuidado integradas e organização por processos assistenciais, governança clínica baseada em valor, uso de PROMs e PREMs na avaliação de desfechos, gestão estratégica de custos, modelos de remuneração baseados em valor e alinhamento de incentivos.
A nova etapa do programa aprofunda ainda temas como ciência da decisão e modelos
multicritério (MCDA), contratualização e gestão de risco, sustentabilidade econômica e escalabilidade, consolidando a proposta de transformar conceitos em decisões estruturadas e aplicáveis ao sistema de saúde.
O programa também passa a contar com ações específicas para apoiar e estimular a
aplicação prática do conhecimento adquirido, incluindo uma etapa final de apresentação das melhores propostas.
Nessa fase, os participantes poderão submeter projetos de Valor em Saúde, e os finalistas
apresentarão suas propostas em um pitch de 10 minutos para uma banca avaliadora,
concorrendo a premiações e reconhecimentos institucionais. A proposta é transformar conhecimento conceitual em prática estruturada, estimulando a implementação de modelos
assistenciais e de remuneração baseados em valor.
Criado em 2018, o IBRAVS é uma instituição dedicada à gestão estratégica da saúde, com atuação voltada à estruturação de decisões complexas e à organização da sustentabilidade
sistêmica do setor.
O Instituto entende que valor em saúde não é um discurso aspiracional, mas o critério que deve orientar decisões clínicas, gerenciais e econômicas responsáveis, com impacto real sobre pessoas, organizações e o futuro do sistema.
Para o IBRAVS, a transição do modelo tradicional para um modelo orientado por desfechos, coordenação e sustentabilidade exige mais do que conhecimento técnico. Exige método, pensamento sistêmico e capacidade de transformar princípios amplamente aceitos em
modelos concretos de gestão e implementação.
“Nosso papel não é apenas qualificar o debate, mas apoiar líderes na estruturação de
decisões complexas. O IBRAVS atua para organizar a complexidade do sistema de saúde e transformar o valor em saúde em prática de gestão. Isso significa estruturar caminhos viáveis, alinhar incentivos, sustentar mudanças organizacionais e gerar impacto consistente em desfechos clínicos e sustentabilidade financeira”, afirma César Abicalaffe, presidente do IBRAVS.
Para a Novartis, a iniciativa reforça seu compromisso com a inovação para além da molécula. “Estamos comprometidos em apoiar ativamente a criação de soluções sustentáveis para o sistema de saúde brasileiro, atuando em colaboração com os diferentes atores desse ecossistema. A parceria com o IBRAVS fortalece essa visão ao apoiar a formação de lideranças capazes de integrar inovação clínica, responsabilidade sistêmica e
sustentabilidade, garantindo que o avanço científico se traduza em valor real para os
pacientes e para o sistema de saúde”, destaca Michel Conte, Diretor Executivo de Valor e
Acesso, da Novartis.
Ao estruturar um programa contínuo de formação e aplicação prática, o Value Summit busca contribuir para a consolidação de uma cultura de decisão orientada por valor no país.
Em um sistema marcado por fragmentação, incentivos desalinhados e pressão crescente por sustentabilidade financeira, o desenvolvimento de lideranças capacitadas em VBHC é apontado como condição necessária para viabilizar mudanças estruturais de longo prazo.